• Plataforma: PlayStation 4
  • Género: Ação-Aventura
  • Lançamento: 17 de julho de 2020
  • Estúdio: Sucker Punch Productions
  • Editora: Sony Interactive Entertainment
  • Preço: 69.99€

A fechar uma geração de exclusivos fantásticos, a Sucker Punch Productions e a PlayStation trazem-nos Ghost of Tsushima.

As minhas expetativas para este jogo eram altas.

Tendo jogado inFAMOUS Second Son e tendo ficado muito satisfeito com o poder que a Sucker Punch conseguiu retirar da PlayStation 4 no início desta geração, fiquei ainda mais curioso com o que tinham reservado para o final da mesma.

Ghost of Tsushima segue a história de Jin Sakai, um samurai nipónico que vê a sua ilha e os habitantes serem invadidos pelos Mongóis. Cabe a Sakai colocar um ponto final na invasão e derrotar o líder inimigo Khotun Khan.

Ghost of Tsushima – Launch Trailer | PS4

O começo de uma aventura épica

Abordando o começo desta aventura, confesso que fiquei desde o primeiro momento apaixonado.

Não querendo revelar muitos spoilers porque acho que cada jogador deve experenciar esse momento por si, o começo do jogo tem das melhores sequências de introdução que me recordo e desde muito cedo percebemos a beleza deste jogo.

Para qualquer lado que tu olhes, qualquer local que visites, qualquer paisagem que encontres, Ghost of Tsushima é um jogo extremamente bonito.

A equipa de arte da Sucker Punch tem razões para estar orgulhosa porque foi dos poucos jogos que tive momentos que simplesmente desmontei do meu cavalo e fiquei a olhar para o mundo de Tsushima tocando a flauta.

Outro ponto que gostava de destacar é o sistema de partículas.

InFAMOUS Second Son é um jogo vibrante onde as primeiras memórias são relacionadas com as partículas luminosas e que se destacavam enquanto caminhávamos por Seattle.

Aqui apesar de não ser partículas luminosas, temos as folhas das árvores. As folhas movem-se à medida que percorres os vários caminhos de Tsushima e são das melhores formas de te guiares.

Neste jogo não existe o clássico Mini-Map mas sim a possibilidade de deslizares para cima no teu comando que o vento juntamente com as folhas vão-te indicar para o local que pretendes ires.

Não posso deixar de mencionar o quanto isto afeta, no bom sentido, a exploração do mundo.

Vale a pena explorar o mundo

Este jogo quer e pede-te que explores de uma forma orgânica toda a ilha.

Dando um pequeno exemplo, quando te encontras perto de um local de interesse, um pássaro amarelo aproxima-te de ti e se o seguires, vais encontrar esse local, sem teres de, em momento algum, ter que abrir o mapa ou sentires a necessidade de teres um Mini-Map.

A exploração é fantástica e outro ponto de grande destaque é sem dúvida o combate de Ghost of Tsushima.

Sendo um Samurai tens à tua disposição a popular Katana e cada golpe com a mesma é muito satisfatório.

Tens a possibilidade também de te defenderes dos ataques inimigos e caso faças um bloqueio no momento exato, terás a possibilidade de fazer um contra-ataque poderoso que retira muita vida ao teu oponente.

Para além do combate de forma direta e a enfrentar o teu oponente de frente, tal como o nome do jogo indica, poderás seguir o caminho do Ghost.

Aqui a furtividade é a palavra-chave e cabe a ti caminhar por entre os inimigos matando-os sigilosamente ou então não seres detetado.

Ser Samurai ou Ghost

As mecânicas estão bem construídas e o conjunto de habilidades que tens ao teu dispor como bombas, arco e flecha, entre outras, permitem-te adaptar a todas as situações da forma que mais te convém.

Eu tenti sempre balancear a minha jogabilidade e fiz missões onde executei-as exclusivamente como um honroso Samurai e outras como um sigiloso Ghost.

O que importa aqui é que o jogo permite a liberdade para jogares como preferires.

Caso optes por seres um verdadeiro Ghost enfrentando os inimigos pelas sombras, o próprio tempo no jogo muda colocando-te em constantes tempestades e chuva dando um tom mais “escuro” ao jogo.

Pode parecer um pequeno detalhe, mas é este tipo de detalhes que conseguem fazer a diferença.

As personagens que vais encontrando ao longo da aventura de Jin Sakai apesar de ser bem interpretadas, considero que falta algo mais.

Apesar de cada personagem, pelo menos aquelas com quem te vais cruzar mais, serem bastante distintas uma das outras, não são tão memoráveis como eu gostava que fossem.

Uma história decente

Acho que um dos principais pontos a criticar pela negativa, e que diretamente afetam as personagens, são as animações faciais em Ghost of Tsushima.

Sendo um exclusivo PlayStation 4 e com os valores de produção envolvidos, esperava que as animações faciais fossem mais expressivas.

Algo que atenua esta situação é o facto da maioria serem personagens sérias e raramente sorriem ou se expressam efusivamente.

A nível de história não posso dizer que fiquei apaixonado ou que a vou recordar durante anos, mas neste departamento cumpre.

Ainda abordando a questão das personagens mais próximas a ti, o jogo permite-te conhecer um pouco sobre a sua história e os motivos para se juntarem a ti.

Gostei particularmente deste género de missões porque trouxe-me à memória as missões que executamos na trilogia de Mass Effect e permite criar uma maior ligação às personagens.

Algo que adorei no enredo, e não vou indicar qualquer spoiler, é o final. Vale muito a pena terminar a história de Ghost of Tsushima e mais não digo. Só jogando mesmo.

A Banda Sonora é outro departamento da Sucker Punch que tenho que congratular e muito.

A melodia enquanto caminhavas sigilosamente entre os campos inimigos, a música de background mais poderosa enquanto defrontas os inimigos num frente-a-frente, cria uma envolvência que para mim é extremamente gratificante.

Joguei Ghost of Tsushima numa PlayStation 4 Pro e apesar da performance ser muito sólida, existiram pequenos momentos em que senti uma pequena queda de frames principalmente em grandes batalhas.

O fim de uma geração

Numa geração cheia de exclusivos de alta qualidade, a PlayStation e a Sucker Punch Productions têm que estar de parabéns por este incrível jogo.

Não existiu um único momento neste mundo aberto que me fizesse pensar “lá vou eu ter que ir fazer missões secundárias repetitivas para conseguir melhorar as capacidades”

Ghost of Tsushima para além de ser um excelente jogo é, para mim, muito mais que isso.

É uma experiência cinematográfica e coloca-me num dos mundos mais bonitos e vivos que já tive o prazer de experimentar.

Se existia jogo que tivesse de terminar a geração de exclusivos da PlayStation 4, Ghost of Tsushima foi sem dúvida a melhor escolha de todas.

Nota: A chave do jogo para a PS4 foi amavelmente cedida à GameHub.pt pela Playstation Portugal, a quem desde já deixamos o nosso obrigado.

REVIEW GERAL
Excelente
9