Review: Taste of Power, um RTS medieval inspirado em Starcraft

Logo de Taste of Power
  • Plataformas: PC
  • Género: RTS
  • Lançamento: 10 Out, 2019
  • Produtora: OneOcean LLC
  • Editora: OneOcean LLC

Taste of Power é um RTS (Jogo de Estratégia em Tempo Real) que decorre numa época medieval alternativa. Inspirado em Starcraft o jogo promete.

Explicando um pouco o contexto do jogo, este decorre numa época medieval onde existem 3 fações (regiões):

  • Europa
  • China
  • Médio Oriente

Nesta versão da história, as três fações lutam pelo domínio mundial tanto militar, tanto a nível económico. Cada uma destas fações oferece unidades e táticas muito distintas uma das outras. Por exemplo, a fação chinesa, foca-se muito em utilizar utilidades como armadilhas para os inimigos, bombas de fumo para fugir, barris de óleo para posteriormente incendiar os inimigos.

Taste of Power - Release Trailer

Para além de controlarmos as tropas nos gigantes campos de batalha, também existe a componente de gestão da economia. Aqui conquistamos ou construímos uma base. Nessa base, para além do Quartel General que é o edifício principal, pudemos contruir outras infraestruturas para criar novas unidades de combate, avançar na ciência ou aplicar aprimoramentos às nossas tropas (por exemplo as nossas unidades de combate ganharem um bónus de defesa).

Os próprios desenvolvedores afirmam que uma das grandes inspirações para o jogo é Starcraft, um clássico RTS. Uma afirmação muito forte tendo em conta que Starcraft é dos RTS mais jogados de sempre.

De uma forma geral o jogo pareceu-me promissor.

Gráficos

Visão ampla de um mapa de Taste of Power
Os mapas são gigantes

Um ponto muito bom neste jogo são os gráficos. O jogo utiliza o motor de jogo Unity, que é dos motores de jogo mais populares para Indies por ser extremamente versátil.

Os mapas para além de serem gigantes, têm uma extrema qualidade gráfica com muitas árvores, vegetação, rios, infraestruturas que apresentam um excelente nível de qualidade com imensos polígonos.

Um dos defeitos que tenho a apontar nos gráficos são as opções dos mesmos. O jogo apenas permite mudar os gráficos de uma forma geral entre Baixo, Médio e Alto. Gostava de ter mais opções aqui. Felizmente no meu computador consegui jogar com gráficos no Alto sem qualquer problema.

O jogo foi testado no seguinte PC:

  • CPU: Ryzen 5 3600
  • GPU: RX 590
  • RAM: 2x8 GB G.Skill Aegis 2933Mhz
  • Placa-Mãe: Gigabyte B450M DS3H
  • SSD: Kingston 120GB A400
  • Fonte: Cooler Master Masterwatt 550W 80 Plus Bronze

Outro detalhe negativo que encontrei nos foram os modelos dos nossos soldados. Quando nós aproximamos a camara dos modelos individualmente, vemos que o nível de detalhe não é muito elevado, mas, novamente, desenvolvido por apenas 3 pessoas há que louvar o excelente esforço que fizeram.

Jogabilidade

Middle East vs China (Taste of Power gameplay)

Talvez um dos pontos mais fracos do jogo. Em termos de jogabilidade nota-se claramente que é um jogo indie principalmente nas animações. Apesar das animações de movimentação serem satisfatórias, as animações de combate não o são. Quando estamos no calor da batalha combatendo as tropas adversárias, os combatentes têm animações que deixam muito a desejar. Estando muitas das vezes com o corpo todo parado e apenas movimentando a arma. Apesar disso, temos que ter em conta que é um jogo indie desenvolvido por apenas 3 pessoas.

Outro destaque negativo na jogabilidade são os tutoriais. Os tutoriais no jogo são cenas de jogabilidade em que nós, como jogador, não temos qualquer controlo o que é pena porque o jogo é muito mais complexo que aquilo que pensava. E isso leva-me ao próximo ponto.

A complexidade do jogo surpreendeu-me porque cada unidade de combate tem, pelo menos, 2 habilidades especiais e ao todo o jogo tem cerca de 30 unidades. Precisamente por ser complexo, iniciantes em RTS podem ter dificuldade em gerir tantas tropas com habilidades diferentes, mas o sistema de dificuldade do jogo permite ajustarmos a dificuldade.

História

Tropas a combater em Taste of Power
A História ocorre numa época medieval alternativa

Em relação à História, este ponto tem potencial, mas é um sentimento misto. Enquanto o jogo carrega, é-nos apresentado um pouco da história do jogo. Estas história é apresentada através de screenshots e sem legenda o que tira imensa imersão. Até porque considero uma época muito interessante. Uma época medieval alternativa é um tema pouco explorado pelos jogos pois, de uma forma geral, os RTS usam a História verdadeira.

Apesar disso, quando o carregamento é concluído, aí sim já nos é mostrado pequenos elementos da História. Nota-se que existe potencial na vertente da narrativa e fiquei surpreendido ao ver que os diálogos são todos falados e até chegam a tentar, inclusivamente, imitar o sotaque das regiões a que pertencem as fações (se bem que às vezes falham nisso como algumas tropas chinesas falarem britânico).

Veredicto Final

Jogabilidade de Taste of Power
É incrível a quantidade de inimigos presentes

De um modo geral fiquei surpreendido com o jogo. Efetivamente, os jogos indie estão cada vez mais complexos e cada vez mais capazes de chamar a atenção dos jogadores. Sendo eu um fã de jogos de estratégia em tempo-real, não pude deixar de notar que o jogo ainda se encontra num estado que, na minha opinião, devia ter-se mantido em Acesso Antecipado no Steam.

Durante o tempo que passei com o jogo, encontrei ainda muitos bugs. Para além de bugs de animações e da Inteligência Artificial, alguns dos bugs foram tão graves que o jogo simplesmente deixou de funcionar e tive que reiniciar. Para além disso, uma funcionalidade básica como guardar o jogo, não pode ser executado manualmente. Tenho que esperar que chegue a certos checkpoints para o jogo guardar automaticamente o que é uma grande falha.

Nota: A chave do jogo foi-nos oferecida pela PR Nordic a quem agradecemos desde já.

Caso tenham interesse no jogo, podem comprar no Steam:

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REVIEW GERAL
Avaliação
6