The Last of Us Parte II: Review

Ellie com ar de surpreendida
  • Plataformas: PS4
  • Género: Ação, Aventura, Terror
  • Lançamento: 18 de junho de 2020
  • Estúdio: Naughty Dog
  • Editora: Sony Interactive Entertainment
The Last of Us Parte II | Trailer Oficial de Lançamento | PS4

Características de The Last of Us Parte II:

  • Narrativa de 28 horas (35 horas para 100%)
  • 6 modos de dificuldade
  • Alta acessibilidade
  • Excelente grafismo
  • Performance estável
  • Diálogos e Cenas como excelente qualidade

Narrativa: Violência gera violência

A história começa com uma narração de Joel, protagonista do primeiro jogo, a recontar os eventos de The Last of Us Parte 1, referindo o que aconteceu no hospital dos Pirilampos (Fireflies), e da mentira que contou a Ellie. Esta conversa serve como explicação da posição complicada em que as duas personagens se encontram.

Começamos a controlar a personagem no acampamento de Jackson em Wyoming, com Joel e Ellie a tentar reconciliar tendo em conta os eventos anteriores e as suas consequências. A imersão da história e da jogabilidade é fenomenal. Naughty Dog apresenta vários temas que são debatidos ao longo do jogo como empatia, ódio, raiva, ansiedade, PTSD (Stress Pós-Traumático), perdão, entre outros.

No decorrer do jogo, podemos ver a violência pura e dura que a Ellie utiliza para combater os seus adversários e navegar por um mundo devastador, e é esta violência, que alimenta a vingança que ela procura durante a sua jornada.

Ellie encontra bastantes inimigos pelo mundo, humanos e infetados, mas tu sentes cada assassinato furtivo ou violento que fazes a cada humano e infetado, e a fúria dos golpes de Ellie. Todos os humanos têm nomes e tu consegues ouvi-los enquanto navegas pela área e, por vezes, estão a ter conversas normais a falar da sua família, amigos, ou de acontecimentos do dia-a-dia.

Matar estes humanos não é considerado “divertido” no sentido normal de um videojogo. É algo que só é possível com um mundo tão detalhado e imerso como o de The Last of Us 2, e é este um dos seus maiores destaques.

Infelizmente não é possível explicar o quão especial desta narrativa sem contar os eventos do jogo. No entanto, este é um jogo importante que deve ser jogado por fãs de jogos de ação/terror, ou de narrativas envolventes. Mesmo que odeies o jogo no final, é importante debater os temas relatados ao longo desta jornada impecável de The Last of Us Parte 2.

Jogabilidade: WLF vs. Serafitas

Neste mundo pós-apocalíptico existem várias fações a lutar por poder, muito mais complexas do que as encontradas no primeiro jogo. Existem os militares da WLF (Washington Liberation Front), e o culto dos Serafitas (Seraphites) que se recusam a utilizar tecnologia e seguem as ideologias da sua líder.

A jogabilidade é excelente em The Last of Us 2, permitindo escondermo-nos no terreno e atacar, e disparar furtivamente de formas variadas e imprevisíveis. A Ellie tem a capacidade de poder saltar a qualquer momento, rastejar e evadir entre as áreas do jogo, adicionando uma verticalidade a todas as zonas.

A furtividade (stealth) é altamente recompensada no jogo, e nós temos acesso a recursos que, se utilizados de forma inteligente, nos permitem derrotar os inimigos nas sombras. Sempre que morri no jogo, em vez de ficar frustrado, apenas ansiava pela próxima oportunidade de usar novas técnicas e táticas para combater os adversários. 

Além destas áreas típicas em que temos de derrotar, ou ultrapassar, certos desafios, também temos momentos de tranquilidade ao longo do jogo. Isto torna a jornada em algo dinâmico em que nunca chegas a um ponto no qual estás “cansado” do combate. Estas áreas têm um foco na exploração e na compreensão do mundo do jogo.

Em alguns dos capítulos, Ellie é acompanhada por alguém, e torna a jornada mais especial pois ocorrem várias interações entre as personagens que faz com que fiques com maior compreensão do mundo e das pessoas que neste habitam. Um dos motivos principais para explorares o mundo, é encontrar recursos que vais utilizar para produzires armadilhas que te podem ajudar contra os adversários, assim como fazer melhorias às tuas habilidades, como ouvir melhor os inimigos, carregar mais rapidamente as armas, etc.

Mas, tal como no primeiro jogo, a exploração e ambientes do jogo também proporcionam novas histórias. Tu juntas cartas espalhadas pelo mundo e observas os detalhes do ambiente, que contam narrativas trágicas e interessantes descobrindo jornadas de pessoas do mundo que acabaram por se tornar infetadas pelos fungos.

Gráficos e Áudio

Isto é um jogo exclusivo da Playstation, com milhões e milhões de euros investidos, e tu vais notar nisso em cada momento desta jornada, algo difícil de encontrar em outros videojogos. As personagens têm um detalhe absurdo, e parecem reais, com pequenas animações e peculiaridades que as tornam críveis como seres humanos.

O mundo e os humanos/infetados que se encontram neste, são visualmente impressionantes, com animações únicas, conversas que ocorrem ao longo da jornada, por vezes sem tu reparares, que fazem com que The Last of Us Parte 2 pareça real. O soundtrack do jogo é extraordinário, tal como acontece com Parte I, e o áudio tem uma atenção enorme ao detalhe, sendo que recomendo vivamente a jogar com uns headphones ou um sistema surround sound.

Conclusão: Um Épico Ambicioso e Impressionante

The Last of Us: Parte II é um marco nesta geração. Naughty Dog consegue ‘parar’ a indústria sempre que lança um jogo novo, e este não é exceção. Sinto que a análise não faz jus à qualidade de jogo. É o melhor jogo desta produtora, respeitando e expandindo o jogo original com a sua narrativa, a níveis não esperados. O grafismo e apresentação inquestionáveis, juntamente com uma jogabilidade de nível impressionante que te coloca responsável por uma das melhores personagens de videojogos, e obriga-te a sentir toda a tensão e desespero deste mundo que parece não ter uma luz ao fundo do túnel.

É um jogo desconfortável que criou exatamente o que queria – ódio e raiva a um nível que nunca senti em qualquer peça de media, mas também nos obriga a ver outras perspetivas em vários momentos, tornando um jogo obrigatório para quem é apaixonado por videojogos.

ellie a tocar viola

Pontos Positivos:

  • Combate intenso e fluído
  • Narrativa única
  • Extrema atenção ao detalhe
  • Gráficos e performance impressionantes

Pontos Negativos:

  • Alguns colecionáveis não têm valor para a história

Nota: A chave do jogo para a PS4 foi amavelmente cedida à GameHub.pt pela Playstation Portugal, a quem desde já deixamos o nosso obrigado.

REVIEW GERAL
Obra de Arte
10